Ministério Juvenil - Assembleia de Deus de Coimbra

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 Assunto da Mensagem: [FÉ CRISTÃ] Evidências da ressurreição de Jesus
MensagemEnviado: Quinta Out 11, 2007 2:32 pm 
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evidência


do Lat. evidentia

s. f.,
certeza manifesta;
qualidade ou condição do que é evidente;
(no pl. ) provas;
(no pl. ) demonstrações.

in www.priberam.pt



Acreditamos na ressurreição de Jesus. Acreditamos, porque cremos na Bíblia. Acreditamos, porque experimentamos Deus nas nossas vidas e sabemos que não poderia ser de outra forma. Afinal, se Deus existe, a Bíblia é verdadeira.

Mas... e se não crermos na Bíblia e não experimentamos Deus? É possível, para além da fé, crer que Jesus ressuscitou, e consequentemente, é o Filho de Deus?

É possível demonstrar, para além de qualquer dúvida honesta, que Jesus Cristo ressuscitou?

É o que me proponho fazer neste tópico. Fá-lo-ei repartidamente, ao longo das semanas.

Espero que vos sirva de benção.

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última vez editado por FulanoX s Quinta Nov 01, 2007 9:15 pm, editado 7 vezes no total

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 Assunto da Mensagem: A Base Da Nossa Fé
MensagemEnviado: Sexta Out 19, 2007 3:36 pm 
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A Base Da Nossa Fé

Primeiramente, há que compreender que a nossa fé está baseada em factos históricos. Os pilares que sustentam a nossa fé não são ideologias ou filosofias, sentimentos bonitos ou teorias intrincadas. São acontecimentos reais, documentados e comprovados.

Paulo afirma:

"I Coríntios 15:12-14

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé."


Entendemos então, que o pilar principal da fé cristã, é a ressurreição de Jesus. Sem ela, a nossa fé em Jesus como Filho de Deus, não faria sentido.

O Novo Testamento mostra-nos que a ressurreição foi o acontecimento que comprovou, definitivamente, que Jesus é o Filho de Deus:

"Romanos 1:4

declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, - Jesus Cristo, nosso Senhor,"



Convenhamos, podemos dar muitas explicações, convenientes, para sinais e maravilhas. Mas para a ressurreição de Jesus, demonstrada além de qualquer dúvida, que explicação racional podemos encontrar, senão de que Jesus é de facto, o Filho de Deus?



Bibliografia:
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969

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última vez editado por FulanoX s Domingo Out 28, 2007 2:51 pm, editado 9 vezes no total

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 Assunto da Mensagem: Perspectiva
MensagemEnviado: Quinta Nov 01, 2007 5:03 pm 
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Perspectiva


Antes de nos debruçarmos sobre os factos que ocorreram entre a crucificação de Jesus e a Sua ressurreição, necessitamos de nos questionar sobre o seguinte: qual é a minha perspectiva acerca da ressurreição? Qual é a minha opinião?

Precisamos de entender que a nossa perspectiva não é importante. Porquê? Porque não tem o mínimo interesse na análise que se impõe realizar acerca daquele evento. Existem factos, relatos históricos, cuja credibilidade e fiabilidade necessita de ser analisada. Ora bem, nesta análise, a nossa perspectiva filosófica, não pode ter relevância. De contrário, seja qual for a direcção a que os factos nos apontem, a nossa conclusão será sempre minada pela nossa opinião.

Proponho, então, observarmos os dados que temos disponíveis, e concluir com base nessa análise.


Bibliografia:
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005

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última vez editado por FulanoX s Quarta Nov 21, 2007 3:23 pm, editado 1 vez no total

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 Assunto da Mensagem: O Relato Bíblico
MensagemEnviado: Quinta Nov 01, 2007 8:23 pm 
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O Relato Bíblico

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Mateus 27:57 - 28:20

E, vinda já a tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se. E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro. E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai- o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.

E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste branca como a neve.E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados e como mortos. Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito. E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram. Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galiléia e lá me verão. E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje. E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!



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Marcos 15:42 - 16:19

E, chegada a tarde, porquanto era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o Reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se admirou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José, o qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha, e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham.

E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol, e diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida e branca; e ficaram espantadas. Porém ele disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém, porque temiam. E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes e chorando. E, ouvindo eles que Jesus vivia e que tinha sido visto por ela, não o creram. E, depois, manifestou-se em outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.



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Lucas 23:50 - 24:51

E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo (que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros), natural de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o Reino de Deus, este, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o Dia da Preparação, e amanhecia o sábado. E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia seguiram também e viram o sepulcro e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento.

E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra do sepulcro removida. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite. E lembraram-se das suas palavras. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso. E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão. E, falando ele dessas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos ao vosso coração? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então, eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel, o que ele tomou e comeu diante deles. E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos. Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E dessas coisas sois vós testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.



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João 19:38 - 21:25

Depois disso, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então, foi e tirou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos (aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem libras de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado e, no horto, um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus.

E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte. Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos. Tornaram, pois, os discípulos para casa. E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)! Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor e que ele lhe dissera isso. Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco! E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos. Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei. E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram! Jesus, pois, operou também, em presença de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Depois disso, manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos, junto ao mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, e os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. Então, aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. Logo que saltaram em terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, sendo tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: Vinde, jantai. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor. Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lho, e, semelhantemente, o peixe. E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos. E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias: mas, quando já fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queiras. E disse isso significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isso, disse-lhe: Segue-me. E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!




Bibliografia
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969

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 Assunto da Mensagem: Fiabilidade Do Registo Histórico
MensagemEnviado: Quarta Nov 21, 2007 3:22 pm 
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Fiabilidade Do Registo Histórico


Há uma questão que se impõe colocar. O registo histórico, é fiável? Podemos aceitar, com segurança, o relato bíblico? Existem outras fontes que corroborem o relato bíblico? E essas fontes, se existirem, são fiáveis? Ok, são várias questões, mas como estas, podem ser colocadas mais, e todos traduzem a preocupação acerca da fiabilidade/veracidade do registo histórico, seja ele qual for. Afinal, seria fútil perder tempo a analisar algo que não é verídico, ou pelo menos, frustrante, fazê-lo, num documento cuja fiabilidade não é comprovada.

Como podemos comprovar a fiabilidade de um documento ou autor? Bem, vou procurar simplificar. Se o Alberto escrever um livro a relatar acontecimentos que não conhecemos, por que ele passou, noutra parte do mundo, podemos escolher acreditar, ou não. Mas se o João escrever acerca do mesmo, e relatar os mesmo acontecimentos que o Alberto descreveu, temos uma boa indicação de que o que o Alberto diz é verdade. Ainda que o João não fale de tudo o que o Alberto escreve, se falar de parte e essa parte corroborar o testemunho do Alberto, provavelmente, e isto, com algum grau de segurança, podemos confiar no que o Alberto diz e não podemos verificar.

Do mesmo modo, se existirem outros documentos que verifiquem o relato bíblico, ainda que não na totalidade, por não se encontrarem documentos que o façam, temos uma evidência de que o relato bíblico é fiável. Este é um princípio para análise de documentos históricos. Se não fosse assim, seria extremamente complicado, senão impossível, confirmar todos os eventos históricos de que temos registo. Alguém duvida da existência de Alexandre, o Grande? Penso que não. E no entanto, temos mais documentação, confirmada, acerca da existência e divindade de Jesus, do que de Alexandre alguma vez ter existido. E ninguém duvida que Alexandre tenha existido, pois não?

Lucas. Confirma-se que Lucas era extremamente preciso nos relatos que fazia. Com cada nova descoberta arqueológica, mesmo em pontos em que cientistas discordavam de Lucas e punham a sua fiabilidade em causa, descobre-se e confirma-se que o relato de Lucas é fiável e preciso. Também acerca dos outros autores, mesmo em pontos aparentemente discordantes, novas descobertas arqueológicas confirmam que os relatos são precisos e mais, se corroboram entre si.

Um ponto muito importante... Se algum dos autores bíblicos não fosse preciso nos relatos, especialmente nos relatos acerca da morte e ressurreição de Jesus, havia muitas testemunhas, vivas, que prontamente os denunciariam como fraude. Isso não ocorreu. Pelo contrário, mesmo os inimigos do cristianismo, corroboraram o relato bíblico (veremos isto mais à frente). Por outras palavras, um relato que não fosse verídico, seria prontamente denunciado como tal e não alcançaria credibilidade, porque havia testemunhas dos acontecimentos, e nelas estavam incluídos os opositores e inimigos de Jesus, que se certificariam de que tal relato seria prontamente desmascarado. Mas porque eram verdadeiros, e havia testemunhas que podiam atestar desta veracidade, os relatos permaneceram.

Existem, também, fontes externas à Bíblia que podem corroborar, e de facto fazem-no, o relato bíblico. É o caso dos trabalhos do historiador Josefo. Josefo foi um historiador judeu, contemporâneo de Jesus, e portanto, habilitado para escrever sobre os acontecimentos daquele tempo, de forma precisa e informada.

Ainda, podemos confiar na fiabilidade dos documentos, do ponto de vista da sua data, já que foram escritos por contemporâneos de Jesus, em períodos em que testemunhas de todos os acontecimentos eram vivas.

Resumindo:
  • os manuscritos bíblicos foram escritos por testemunhas dos acontecimentos que relatam, ou a partir de relatos de testemunhas;
  • todos foram escritos no período de vida das testemunhas;
  • nenhum manuscrito foi denunciado como falso pelos inimigos do cristianismo;
  • nenhuma testemunha denunciou qualquer imprecisão nos mesmos;
  • os manuscritos são corroborados por fontes externas aos mesmo;
  • os manuscritos corroboram-se entre si;

Como nota final, acerca deste ponto, deixo estes dados para reflexão:
  • O segundo maior livro documentado, a seguir à bíblia, é a Ilíada, de Homero. Este, tem 643 manuscritos remanescentes;
  • A Bíblia, tinha, em 1973, 14.000 manuscritos cuja veracidade estava comprovada. Em 1994, havia 24.633 manuscritos comprovados.


Conclui-se, portanto, que do ponto de vista histórico, o relato bíblico é fiável, mais do que todos os relatos da antiguidade. Só alguém cuja objectividade esteja minada pela perspectiva filosófica, pode refutar esta verdade.

Podemos, com toda a segurança, confiar nos manuscritos bíblicos, pois a sua veracidade, não só está comprovada, como é reforçada por novas descobertas arqueológicas.


Bibliografia:
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005

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 Assunto da Mensagem: No Jardim das Oliveiras
MensagemEnviado: Terça Dez 11, 2007 5:36 pm 
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No Jardim das Oliveiras



Lucas 22:39-44

E, saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. E, quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o confortava. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.


A Bíblia relata que quando Jesus orava no monte das Oliveiras, na noite em que foi traído, acerca dos acontecimentos que estavam para se precipitar, a agonia de Jesus era tal que suou sangue.

Esta é uma condição médica conhecida por Hematidrose. Não é comum e é associada a um grande nível de stress psicológico. Surge quando ansiedade extrema causa a libertação de químicos que quebram os vasos capilares das glândulas sudoríparas. Como consequência, surge uma pequena hemorragia que liberta sangue para estas glândulas, surgindo o suor tingido de sangue.

Um outro efeito que este fenómeno tem é o de tornar a pele extremamente frágil.


Bibliografia
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
- Strobel, Lee - Em Defesa De Cristo - Editora Vida, 1ª edição, 2001
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969

Fontes
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Hematidrose

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 Assunto da Mensagem: A Condenação
MensagemEnviado: Quarta Dez 19, 2007 1:59 pm 
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A Condenação



Por pressão dos sacerdotes judeus e do povo, incitado por estes, Pilatos condenou Jesus à morte por crucificação. Em que consistia, exactamente, esta condenação? Observemos o contexto histórico e político da mesma.

A crucificação era uma execução extremamente repulsiva, mesmo para os romanos. Foi Alexandre o Grande que intoduziu a prática da crucificação nos países mediterrânicos, principalmente no Egipto e em Cartago. Terá sido dos cartagineses que os romanos aprenderam esta prática.

Por ser tão repulsiva, esta execução era reservada apenas para escravos, com o objectivo de desencorajar revoltas, e prisioneiros políticos, com o propósito de fazer deles um exemplo. Aliás, foi mesmo com este último ponto em mente que a acusação contra Jesus foi elaborada: "E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei." - Lucas 23:1-2. Ora, era sabido que anos antes, Tibério (Tibério Cláudio Nero César - em Latim: Tiberius Claudius Nero Cæsar - nasceu a 16 de Novembro, 42 a.C. e morreu em 16 de Março, 37 d.C.. Foi o segundo imperador de Roma pertencente à dinastia Julio-Claudiana, sucedendo ao padrasto César Augusto.) havia declarado que qualquer juiz podia executar imediatamente, qualquer pessoa que se rebelasse contra Roma.

Pilatos (Pôncio Pilatos, também conhecido simplesmente como Pilatos - em latim, Pontius Pilatus -, foi Procurador da província romana da Judéia entre os anos 26 e 36.), interrogando a Jesus, perguntou "Tu és o Rei dos judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes" - Lucas 23:3 -, ao que respondeu à multidão "Não acho culpa alguma neste homem." - Lucas 23:4 -.

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Ecce Homo ("Eis o homem"), pintura de Antonio Ciseri, representando a
apresentação de Jesus Cristo por Pilatos à populaça de Jerusalém.



Observemos o texto das escrituras sobre este evento:

Lucas 23:1-25

E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei. E Pilatos perguntou-lhe, dizendo: Tu és o Rei dos judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem. Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui. Então, Pilatos, ouvindo falar da Galiléia, perguntou se aquele homem era galileu. E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também, naqueles dias, estava em Jerusalém. E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito, porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal. E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia. E estavam os principais dos sacerdotes e os escribas acusando-o com grande veemência. E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o, e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente, e tornou a enviá-lo a Pilatos. E, no mesmo dia, Pilatos e Herodes, entre si, se fizeram amigos; pois, dantes, andavam em inimizade um com o outro. E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo, disse-lhes: Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei. E era-lhe necessário soltar-lhes um detento por ocasião da festa. Mas toda a multidão clamou à uma, dizendo: Fora daqui com este e solta-nos Barrabás. Barrabás fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade e de um homicídio. Falou, pois, outra vez Pilatos, querendo soltar a Jesus. Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica- o! Crucifica-o! Então, ele, pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei. Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam. Então, Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam. E soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou Jesus à vontade deles.


Aqui vemos que Pilatos cedeu à vontade da multidão, apesar de estar convencido que Jesus não era culpado da acusação elaborada contra Ele. Parece-nos estranho? Bem, não é, se compreendermos que Pilatos tinha ambições políticas, que a recusa em aceder à vontade do povo poderia conduzir a uma revolta e que isso não seria bem visto por Roma. Ou seja, no mínimo, a sua ambição estaria comprometida. Assim sendo, apesar de tentar mudar a intenção da multidão, acedeu a condenar Jesus à morte por crucificação. O facto de lavar as mãos, em gesto simbólico, significa que não concordou com a sentença que ele mesmo pronunciou.



Bibliografia:
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969



Fontes

- http://pt.wikipedia.org

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 Assunto da Mensagem: Execução da Sentença - O Açoitamento
MensagemEnviado: Quarta Dez 19, 2007 2:27 pm 
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Execução da Sentença



O Açoitamento


Após a sentença de crucificação, era costume amarrar o condenado a um poste, no próprio local. Era então despido e chicoteado duramente.

O chicote utilizado, era conhecido por flagrum. Este não era um chicote normal. Tinha um cabo rígido, ao qual eram atadas tiras longas de couro, de comprimentos variados. Nestas tiras, eram entrançados pedaços de ossos e chumbo, agudos e serrilhados.

Um parêntesis para reflexão: os judeus limitavam o número de chicotadas, por lei, a 40. Os fariseus, receando quebrar a lei por erro de cálculo, limitaram esse número a 39. No entanto, os romanos não estavam limitados a esse número e muitas vezes a quantidade de açoites era determinada pela disposição do soldado encarregue de os aplicar.

Do ponto de vista médico, este açoitamento era algo extremamente duro, senão fatal, para o corpo humano. O dr. C. Truman estudou com pormenor esta prática. Descreve-a assim: " O pesado açoite é descido com toda a força, vez após outra nos ombros, costas e pernas da pessoa. No início, as tiras grossas cortam apenas a pele. Mas como os açoites continuam, elas cortam ainda mais profundamente, atingindo os tecidos subcutâneos, produzindo um gotejamento de sangue nos vasos capilares e veias da pele, e finalmente jorros de sangue arterial das veias dos músculos subjacentes. As pequenas bolas de chumbo primeiro causam contusões grandes e profundas que se vão abrindo por causa dos açoites seguidos. Finalmente a pele das costas fica em tiras e toda a área torna-se uma massa irreconhecível de tecido ferido e sangrento. Quando o centurião que cuida do prisioneiro percebe que este está próximo da morte, os açoites páram."

Associada a tudo isto, ocorre uma perda massiva de sangue, fazendo o corpo entrar em choque hipovolémico, causando falha de múltiplos órgãos. O coração acelera, tentando bombear sangue que não está lá para ser bombeado; a pressão sanguínea decai, conduzindo a desmaio ou colapso; os rins páram de produzir urina para manter o seu volume, seja ele qual for a esta altura; a pessoa sente sede extrema, por o corpo necessitar de fluídos para repor o volume de sangue perdido.

Por vezes, os ossos e entranhas do condenado chegavam a ficar expostos e muitas vezes a morte ocorria.

Jesus estava já, sem dúvida, em estado crítico, como consequência desta punição, mesmo antes dos pregos terem sido conduzidos através das suas mãos e pés.



A Coroa de Espinhos


Mateus 27:26-29

Então, soltou-lhes Barrabás e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado. E logo os soldados do governador, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte. E, despindo-o, o cobriram com uma capa escarlate. E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus!


Não se sabe que tipo de espinhos foram usados para tecer a coroa. Na área onde a condenação e execução de Jesus teve lugar, crescem dois tipos de espinhos.

Uma espécie é conhecida por "Espinho de Cristo Sírio", e consiste num arbusto de cerca de 30 centímetros de altura, com dois espinhos ponteagudos e recurvados na parte inferior de cada folha. Esta espécie é comum na Palestina, especialmente juno ao Gólgota.

Outra espécie, conhecida por "Espinho de Cristo", é um arbusto anão de 10 a 20 centímetros de altura. Os seus espinhos são fáceis de apanhar e os seus galhos são facilmente dobráveis. Os espinhos desta planta, normalmente em pares de espinhos de comprimento desigual, são duros como pregos.




A Trave


O condenado à crucificação tinha de carregar a sua própria trave, desde a prisão até ao local da crucificação. Na altura, era utilizada uma trave em V invertido, conhecida por furca, onde o varal das carroças de duas rodas se apoiava quando estavam no estábulo. Era costume, quando se punia um escravo, colocar a furca no seu pescoço, enquanto este percorria as ruas, proclamando o seu crime.

Como a furca era, por vezes, difícil de obter, começou-se a usar um pedaço de madeira comprido, utilizado para segurar portas, denominado patibulum. Pesava aproximadmente 49 quilos e era amarrado aos ombros da vítima.




Bibliografia
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
- Strobel, Lee - Em Defesa De Cristo - Editora Vida, 1ª edição, 2001
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969

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 Assunto da Mensagem: Execução da Sentença - A Crucificação, A Causa da Morte
MensagemEnviado: Quinta Jan 24, 2008 4:12 pm 
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A Crucificação


Ao chegar ao local da crucificação, Jesus foi deitado e os seus braços estendidos sobre o patibulum, que nesta altura ainda não estava agregado à trave vertical que estava permanentemente firmada no chão. Então, pregos de 10 a 18 centímetros eram pregados ao patibulum através dos pulsos e calcanhares de Jesus.

Ao contrário da representação gráfica comum e da crença popular, não foram as mãos de Jesus que foram pregadas, mas sim os seus pulsos, a cerca de 2,5 centímetros abaixo da palma da mão. Se os pregos atravessassem a mão, facilmente o peso do corpo rasgaria a carne e cairia da cruz. Para além do mais, o pulso era considerado parte da mão na altura, o que harmoniza por completo os pregos nos pulsos ao invés da mão, com o relato bíblico. Então, os pregos eram colocados no pulso, no local exacto onde o nervo mediano, o maior nervo que atravessa o braço, está.

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Para compreendermos o efeito que isto provocaria em Jesus, recordemos a dor que sentimos quanto batemos acidentalmente com o cotovelo. Sentimos dor porque está aí localizado o nervo ulnar. Imaginemos uma pinça a apertar e esmagar esse nervo, e teremos uma ideia da dor causada pela perfuração do nervo mediano pelo prego.

De facto, a dor era de tal forma insuportável que os romanos tiveram de criar uma novo palavra para descrevê-la: Excruciante.

Os pés de Jesus eram pregados à trave vertical, mas desta feita, pelo calcanhar. Achados arqueológicos suportam a ideia de que foram os calcanhares de Jesus a ser pregados, e não simplesmente qualquer local nos pés. As pernas seriam colocadas de lado, para que o mesmo prego atravessasse ambos os calcanhares.

Nesta altura, o corpo estaria seguro à cruz pelos pulsos e calcanhares. Como consequência disto, os braços teriam sido estendidos, cerca de 6 centímetros em comprimento, e ambos os ombros teriam provavelmente sido deslocados. Isto cumpre a profecia no Salmo 22, acerca da crucificação de Jesus - verso 14, "[...]todos os meus ossos se desconjuntaram"-.



Causa da Morte


Uma vez que a pessoa esteja pendurada na posição vertical, a crucificação é essencialmente uma morte lenta e agonizante por asfixia. A razão disto é que a tensão infligida aos músculos e diafragma colocam o peito da posição de inspiração, pelo que o indivíduo tem de exercer força nos seus pés no sentido de se erguer para aliviar essa tensão e assim poder expirar. Assim que expirava, a pessoa podia então aliviar a força exercida nos pés para inspirar, ao que todo o processo se repetia, até que a exaustão tomava conta do corpo e a pessao não podia mais se erguer e por conseguinte, não podia respirar.

Ao mesmo tempo que o ritmo respiratório abrandava, os pulmões entravam em acidose respiratória, em que o dióxido de carbono no sangue é dissolvido em ácido carbónico, provocando um aumento na acidez do sangue. Isto conduzia, eventualmente, a um batimento cardíaco irregular. Provavelmente, Jesus terá sentido o seu coração bater irregularmente e sabido que estava prestes a morrer por falha cardíaca.

Antes de morrer, o aumento do batimento cardíaco provocado pelo choque hipovolémico teria também contribuído para a falha cardíaca, resultando na acumulação de fluídos na membrana que envolve o coração, o Pericárdio, chamada efusão pericárdica, bem como na membrana que envolve os pulmões, a Pleura, chamada efusão pleural. Isto é significante porque a Bíblia relata que quando o soldado romano perfurou o lado de Jesus com a lança, a efusão pericárdica e a efusão pleural saíram (ambas tinham a aparência de um fluído transparente e limpo), bem como um grande volume de sangue, tendo isto sido relatado como sangue e água, no evangelho de João.

Neste ponto, não há qualquer dúvida em declarar que jesus estava morto.

A razão porque as pernas dos dois criminosos crucificados com Jesus foram quebradas e as de Jesus não, prende-se exactamente com a perfuração pela lança, o que foi um meio de o saldado se certificar que Jesus estava morto. Os dois criminosos não estavam mortos, pelo que as suas pernas foram quebradas, como meio de certificação de que não poderiam exercer força nas pernas para se erguerem e assim expirarem, o que provocaria a morte num espaço de minutos.



Bibliografia
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
- Strobel, Lee - Em Defesa De Cristo - Editora Vida, 1ª edição, 2001
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969

Fontes
- http://pt.wikipedia.org

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 Assunto da Mensagem: Práticas Funerárias no Tempo de Jesus
MensagemEnviado: Quinta Jan 24, 2008 5:14 pm 
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Práticas Funerárias no Tempo de Jesus


Lucas 23:50 - 24:51

E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo (que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros), natural de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o Reino de Deus, este, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto.




Preparação do Corpo


Desde os 400 anos de permanência Israelita no Egipto, o costume funerário dos hebreus era extremamente similar ao da mumificação, sem a remoção de orgãos internos.

No tempo de Jesus, os corpos de hebreus falecidos eram, primeiramente, cobertos com uma mistura de ervas aromáticas e aloés (pó de madeira perfumada) a que se juntava uma substância pegajosa conhecida por mirra. Então, eram embrulhados com longas faixas de linho que eram por sua vez saturadas com a mistura de ervas, aloés e mirra. No caso de Jesus, foram utilizados cerca de 45 quilos de ervas. Tal quantidade não era incomum, para um líder. É relatado que no funeral de Gamaliel, neto de um conhecido sábio judeu (Hillel), contemporâneo de Jesus e com quem Paulo estudou, foram utilizados cerca de 39 quilos de ervas. Josefo (historiador judeu comtemporâneo de Jesus) relata que quando Herodes morreu, foram necessários 500 escravos para carregar as ervas utilizadas na preparação do seu corpo.

Começando nas extremidades, cada braço e perna era ligado, individualmente, como uma múmia. O corpo inteiro era, da mesma forma, ligado dos pés ao pescoço. Estima-se que toda esta mistura pesasse entre 52 e 54 quilos.

Todo o corpo, já ligado, era coberto com o preparado, enquanto a cabeça, descoberta, era simplesmente coberta com um pano/lençol, que não era saturado com qualquer mistura.

Dentro do espaço de 3 dias, a mistura de mirra e aloés secava, ficando dura como uma rocha, criando um casulo rígido e resistente. João Crisóstomo (teólogo e escritor cristão, Patriarca de Constantinopla no fim do século IV e início do V) comentou que "a mirra era uma substãncia que aderia tão firmemente ao corpo que as mortalhas não poderiam ser removidas com facilidade".



O Sepulcro


A Bíblia relata o sepultamento do corpo de Jesus num túmulo novo, escavado na rocha, numa área de cemitérios particulares. Um túmulo consistia em uma ou mais câmaras mortuárias escavadas nas inclinações rochosas que rodeavam a cidade de Jerusalém. As câmaras mortuárias eram alinhadas por filas únicas de nichos mortuários (chamados loculi - uma espécie de sofá esculpido na parede de rocha), em que cada nicho era esculpido na parede com o comprimento do corpo de uma pessoa. Cada sepulcro escavado na rocha pertencia a uma família e era usado pelos membros da família durante o curso de várias gerações. Quando um membro da família morria, o seu corpo era embrulhado num lençol e colocado num loculus (espaço cortado na rocha, dentro da câmara mortuária, destinado à deposição do corpo). A abertura para o loculus era selada com uma placa de pedra e a entrada do sepulcro era também selada com uma pedra (ver imagem).

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Eventualmente, durante o curso das gerações, o loculi ficava cheio e era necessário criar espaço para novos sepultamentos. Nesta altura, os restos mais antigos (consistindo de ossos e ofertas funerárias) eram retirados do loculi e colocados dentro de pequenas caixas (ossuários). Por vezes, os familiares escreviam o nome dos falecidos no exterior do ossuário quando aí colocavam os seus restos(ver imagem).

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O sepulcro estava disponível apenas para as classes sociais mais ricas, visto ser dispendioso. As classes mais pobres enterravam os seus mortos num buraco no chão, de um modo muito similar a como fazemos hoje.

Os túmulos judaicos tinham uma abertura com cerca de 1,2 a 1,5 metros de altura. Quando lemos no relato bíblico que Pedro e João acorreram ao túmulo, depois das mulheres terem dado a notícia do túmulo vazio, encontramos que João se abaixou e olhou. Ele abaixou-se porque não era anão e não queria bater com a cabeça! Cálculos demonstram que a pedra utilizada para vedar uma entrada de 1,2 a 1,5 metros de altura, teria de pesar, forçosamente, entre 1,5 a 2 toneladas.






Bibliografia:
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005


Fontes

- http://www.netours.com/jrs/2003/forum/o ... burial.htm
- http://sbl-site.org/publications/articl ... icleId=640
- http://www.biblicalarchaeology.org/bswb ... gness.html
- http://dictionary.reference.com
- http://antipas.net/13faq_plain.htm

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 Assunto da Mensagem: Um Novo Problema
MensagemEnviado: Sexta Abr 04, 2008 12:45 pm 
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Um Novo Problema


Mateus 27:62-66

E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai- o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.



Lembremo-nos que o motivo humano da crucificação de Jesus, era político. Os sacerdotes e fariseus não queriam perder o poder político, não queriam deixar de controlar as massas, pelo que resolveram o problema, não só com a eliminação de Jesus, mas principalmente fazendo da morte de d'Ele um exemplo, de modo a dissuadir qualquer pessoa de relançar um movimento similar. Então, aparentemente, tudo corria bem. Jesus estava morto, os seus discípulos, sem Mestre e assustados, não ousariam por si sós continuar a revolução espiritual iniciada por Jesus. Ou ousariam...?

Havia um problema. Um pequeno problema que ameaçava deitar a perder todo o esforço de silenciar e eliminar Jesus. É que Ele tinha dito, quando estava vivo, que ao terceiro dia depois da Sua morte, ressuscitaria, e isto seria por sinal de que Ele é quem afirmava ser. Então, os sacerdotes tinham aqui uma grande pequeno problema. Por um lado, criam ser Jesus um embusteiro. Por outro, tinham receio que o corpo de Jesus fosse roubado pelos discípulos, estes dissessem que Jesus ressuscitara, e assim, fazer o povo crer que Jesus de facto era o Filho de Deus. Assim, foram ter com Pilatos, expuseram a situação e pediram-lhe que mandasse guardar o sepulcro. Pilatos , aparentemente, deu-lhes uma guarda (veremos isto com maior detalhe, de seguida) e autorizou-os a fazer como tinham pedido.



Bibliografia
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
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 Assunto da Mensagem: A Guarda
MensagemEnviado: Quarta Abr 23, 2008 1:46 am 
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A Guarda


Mateus 27:65

E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai- o como entenderdes.


Portanto, Pilatos autorizou os sacerdotes e fariseus a fazer como tinham pedido. É claro no texto bíblico que foi feito uso de uma guarda para fazer a segurança do túmulo. Coloca-se aqui uma questão. Que guarda era essa? Teria Pilatos cedido uma guarda romana, ou simplesmente recordou aos sacerdotes de que eles dispunham da guarda do templo, e que podiam fazer a segurança ao sepulcro com a mesma?


A Guarda Romana

No tempo de Jesus um soldado romano treinava durante cinco anos, antes de poder iniciar serviço efectivo no exército romano. O soldado romano era uma das máquinas de guerra mais eficientes do mundo. Usava uma espada pequena, posta à cintura, e uma lança de ferro de um metro e oitenta de comprimento. Tinha na cabeça um capacete de metal, adornado com três penas no topo. Usava uma cota de malha e um pequeno escudo. Os soldados mais abastados usavam ainda um pequeno escudo circular de bronze de cerca de trinta centímetro de diâmetro, colocado sobre o coração, e precisamente chamado "guarda do coração".

Uma unidade da guarda romana era composta de quatro a dezasseis homens. Cada homem era treinado a defender e manter em sua posse 1,8 metros quadrados de terreno, contra um pequeno exército, até reforços chegarem. Estimava-se que dezasseis soldados, colocados lado a lado, formando um quadrado, manteriam em sua posse trinta e seis metros quadrados de terreno, sem vacilar.

Quando guardavam alguém ou alguma coisa, a disciplina era exemplar. Se um homem falhasse no serviço de guarda, por qualquer razão, a pena era a morte. O serviço de guarda era realizado da seguinte forma: quatro homens eram colocados directamente em frente do que estavam a guardar, enquanto os outros doze dormiam, colocados em semi-círculo, com as pernas para fora, diante dos primeiros. Quem quisesse atacar os primeiros quatro, tinha primeiro de passar por cima dos que dormiam. A cada quatro horas, os soldados rezevavam-se com aqueles que dormiam. A fundamentação para o número de dezasseis soldados encontra-se, segundo o historiador Paul Maier, na guarda com que Pedro foi guardado quando foi preso por Herodes Agripa, que teria sido de quatro esquadrões de quatro homens cada um (dezasseis).


A Guarda do Templo

A guarda do templo era constituída por duzentos e setenta levitas, organizados em vinte e sete unidades, de dez homens cada uma. Tinham uma disciplina exemplar. À noite, se o capitão da guarda encontrasse um homem a dormir, este era açoitado e queimado vivo junto com as suas roupas. Qualquer membro da guarda do templo estava proibido de se sentar ou encostar-se a algo, durante o serviço de guarda.


"Tendes a guarda"

Assim sendo, de que guarda estava Pilatos a falar? A verdade é que qualquer das duas teria efectuado o serviço de guarda com eficiência, quer pelo treino, quer pela motivação de não falhar. Mas temos a indicação de que teria sido a guarda romana. Porquê?

Quando Pilatos disse "Tendes a guarda", a tradução mais correcta do original grego é "tende uma guarda". A palavra aqui utilizada para "guarda" é "koustodia". Koustodia significa, literalmente, custódia, e aparece bem antes do tempo de Jesus, em escritos, em referência à guarda romana, a Custódia Romana.

Deste modo, é claro que Pilatos falava, não da Guarda do Templo, mas da Guarda Romana.

Veremos ainda outro dado que aponta para a utilização da guarda romana, mais à frente.


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Fontes

- Lindsey, Hall - "The Resurrection on Trial" - Trinity Broadcasting Network (http://media.tbn.org/wmedia/tbn/gallery/H_Lindsey.wvx)

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 Assunto da Mensagem: Re: [FÉ CRISTÃ] Evidências da ressurreição de Jesus
MensagemEnviado: Sexta Out 10, 2008 12:36 am 
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Registado: Segunda Set 17, 2007 2:43 pm
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O Selo


Mateus 27:66

E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.



Esta informação é importante, pois revela quem selou a pedra. Naquela época, um selo era símbolo de autoridade e quem detinha a autoridade ali, era o império romano.

O procedimento de colocação do selo era o seguinte: após a guarda romana inspeccionar o túmulo e a pedra estar colocada no seu lugar, era esticada uma corda sobre a pedra que vedava a entrada que por sua vez era fixada nas suas extremidades com uma argila própria para lacração. Então, cada porção de argila era marcada com o sinete oficial do governador romano.

A função do selo era a de autenticar o conteúdo do túmulo, ou seja, era uma meio de provar que o túmulo realmente continha o corpo de Jesus. Ao mesmo tempo, constituía um meio dissuasor de qualquer tentativa de saqueamento, já que através dele, o objecto selado estava protegido pela autoridade do império romano.

Uma observação interessante... todos os éditos romanos previam, para a violação de sepulturas, somente uma multa avultada. Mas em Nazaré foi descoberta uma placa de mármore que continha um édito de César, onde a pena aplicada aos salteadores de sepulturas, era a morte. Por que haveria uma tal diferença de pena na Palestina? Teria sido derivada da comoção causada pela ressurreição de Jesus? Talvez...

Bibliografia
- McDowell, Josh - As Evidências Da Ressurreição De Cristo - Editora Candeia, 3ª edição, São Paulo, 2005
- Almeida, João Ferreira de - Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida, 1969


Fontes
- Lindsey, Hall - "The Resurrection on Trial" - Trinity Broadcasting Network (http://media.tbn.org/wmedia/tbn/gallery/H_Lindsey.wvx)

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Em Parbar, ao ocidente, quatro junto ao caminho, dois junto a Parbar.


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